Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016

Cinema do IMS-RJ exibe mostra em homenagem aos 400 anos da morte de William Shakespeare

Entre os dias 1 e 11 de dezembro, o cinema do IMS-RJ, em parceria com o British Council, exibe a mostra Shakespeare e cinema, com 13 filmes que celebram a influência da obra do dramaturgo William Shakespeare (1564-1616).

A programação conta também com um debate com Roberto Rocha, Professor Adjunto de Literaturas de Língua Inglesa da UFRJ, após a exibição de Rei Lear, de Peter Brook, no dia 3 (sábado) às 16h, em que falará sobre as adaptações da obra de Shakespeare para o cinema.

Para Laurence Olivier (1907-1989), “Shakespeare, de certa, forma, escreveu para o cinema”, destaca Roberto Rocha em seu texto que acompanha o livreto de programação do cinema do IMS-RJ. Olivier dirigiu e protagonizou três longa-metragens baseados em peças de Shakespeare. Sua adaptação de Hamlet, para Rocha, “um clássico absoluto”, será exibida na sessão de abertura, na quinta-feira (1) às 19h.

Rocha aponta também a forma como nem toda adaptação de Shakespeare se baseia em seu texto dramático, mas em uma montagem específica de sua obra como é o caso de Rei Lear, de Peter Brook (1925), versão cinematográfica da montagem por ele dirigida para a Royal Shakespeare Company, em 1962, que também está na programação.

Já em Trono manchado de sangue, exibido no dia 2 (sexta-feira), o cineasta japonês Akira Kurosawa transportou a história de Macbeth para o seu país. Seguindo de perto o enredo shakespeariano, os principais personagens estão todos presentes, mas com uma roupagem típica ao estilo do teatro nô e dos filmes de espada japoneses.

A seleção de filmes atesta a riqueza com que a obra shakespereana tem sido recriada no cinema. Para Rocha, “cada um dos filmes nomeados constitui uma obra autônoma que conquista seu valor não por se basear em uma obra de Shakespeare, mas pelos meios de (re)criação por eles engendrados a fim de tornar essa obra ainda artisticamente viva e significativa, passados 400 anos da morte de seu autor”.

Os filmes que serão exibidos na mostra são: Hamlet, nas versões de Laurence Olivier, vencedor do Oscar e do Leão de Ouro em 1948  e Kenneth Branagh; Rei Lear, de Peter Brook e o de Grigori Kozintsev; Macbeth, dirigido por Roman Polanski; e Romeu e Julieta por Franco Zeffirelli. A programação inclui ainda releituras de tragédias por Akira Kurosawa em Trono manchado de sangue, Richard Loncraine em Ricardo III, Oliver Parker em Othello e pelos irmãos Taviani em César deve morrer. Dirigidos por Derek Jarman, serão exibidos A tempestade, que teria sido a última peça escrita pelo autor, e The Angelic Conversation, realizado a partir dos sonetos de Shakespeare para um jovem aristocrata.

Além disso, o Clube de Leitura do IMS realiza uma palestra com Marta de Senna, professora e pesquisadora, sobre as relações entre Machado de Assis e Shakespeare no dia 1º (quinta-feira) às 19h.

CONVIDADOS

Roberto Rocha é professor adjunto de literaturas de língua inglesa na UFRJ, mestre em Letras Anglo-Germânicas pela UFRJ e Doutor em Inglês e Literatura Correspondente pela UFSC. Foi pesquisador visitante no Shakespeare Institute da Universidade de Birmingham. É autor de “Hero or Villain: A Brazilian Coriolanus During the Period of the Military Dictatorship” (2005), “‘A performance correta’: Circulação e Apropriação da Herança Clássica no Teatro Shakespeariano” (2007), “Cinema Shakespeariano” (2013) e “Hamlet com cara de Brasil: reverenciado, questionado, carnavalizado e deglutido” (2016).

 

Marta de Senna foi professora de Literatura Comparada da UFRJ. Atualmente, é presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, onde, durante anos, se dedicou, principalmente, à ficção de Machado de Assis. Sobre o autor, publicou dois livros e organizou outros dois. Criou e mantém o site www.machadodeassis.net, no qual há um banco de dados com citações e alusões encontradas nos contos e romances de Machado, também disponíveis no site, em edições anotadas. Marta é, ainda, autora de dois livros de literatura infanto-juvenil.

CONTATO
Para mais informações entre em contato com nossa assessoria de imprensa através do email contato@britishcouncil.org.br ou ligue para (11) 2126-7500.

Serviço

Quinta-feira | 1º de dezembro

19h

Shakespeare em Machado: Romances e contos

Clube de Leitura – Palestra com Marta de Senna, professora e presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa

 

19h

Hamlet

de Laurence Olivier (Reino Unido, 1948. 161’)

14 anos

 

Sexta-feira | 2 de dezembro

20h

Trono manchado de sangue

de Akira Kurosawa

(Japão, 1957. 111’)

14 anos

 

Sábado | 3 de dezembro

14h30

César deve morrer

de Paolo e Vittorio Taviani

(Itália, 2012. 77’) / Exibição em 35mm

14 anos

 

16h

Rei Lear

de Peter Brook

(Dinamarca, Reino Unido, 1970. 137’)

14 anos

+ debate com Roberto Rocha

 

19h30

Macbeth

de Roman Polanski

(EUA, Reino Unido, 1971. 140’)

16 anos

 

Domingo | 4 de dezembro

14h

Ricardo III

de Richard Loncraine

(EUA, Reino Unido, 1995. 104’)

16 anos

 

16h

Hamlet

de Kenneth Branagh

(EUA, Reino Unido, 1996. 242’)

14 anos

 

20h

Garotos de programa

de Gus Van Sant

(EUA, 1991. 104’)

18 anos

 

Terça-feira | 6 de dezembro

19h45

Romeu e Julieta

de Franco Zeffirelli

(Itália, Reino Unido, 1968. 138’)

14 anos

 

Quarta-feira | 7 de dezembro

19h45

Othello

de Oliver Parker

(EUA, Reino Unido, 1995. 123’)

14 anos

 

Quinta-feira | 8 de dezembro

 

18h30

The Angelic Conversation

de Derek Jarman

(Reino Unido, 1985. 78’)

14 anos

 

20h

A tempestade

de Derek Jarman

(Reino Unido, 1979. 92’)

16 anos

 

Sexta-feira | 9 de dezembro

20h

Garotos de programa

de Gus Van Sant

(EUA, 1991. 104’)

18 anos

 

Sábado | 10 de dezembro

20h

Ricardo III

de Richard Loncraine

(EUA, Reino Unido, 1995. 104’)

16 anos

 

Domingo | 11 de dezembro

17h15

Rei Lear

de Peter Brook

(Dinamarca, Reino Unido, 1970. 137’)

14 anos

 

19h45

Rei Lear

de Grigori Kozintsev 

(URSS, 1971. 130’)

14 anos

 

 

SINOPSES

 

The Angelic Conversation (The Angelic Conversation), de Derek Jarman

(Reino Unido, 1985. 78’) / Exibição em DCP

14 anos

Em The Angelic Conversation, imagens de jovens figuras masculinas são contrapostas com as leituras de Judi Dench para 14 sonetos de William Shakespeare.  Dos poemas de Shakespeare selecionados por Derek Jarman, a maior parte pertence à série de 126 sonetos amorosos dirigidos a um jovem rapaz.

 

Hamlet (Hamlet), de Laurence Olivier

(Reino Unido, 1948. 161’) / Exibição em DCP

14 anos

Além de assinar a direção, Laurence Olivier interpreta Hamlet nessa adaptação da peça homônima de Shakespeare vencedora do Oscar de Melhor Filme e Melhor Ator em 1949, além do Leão de Ouro no Festival de Veneza do mesmo ano. Na famosa tragédia, o príncipe dinamarquês Hamlet jura vingar a morte de seu pai, o rei, assassinado pelo irmão, que ambicionava alcançar o trono.

 

Hamlet (Hamlet), de Kenneth Branagh

(EUA, Reino Unido, 1996. 242’) / Exibição em DCP

14 anos

Em mais uma de suas adaptações da obra de William Shakespeare, Kenneth Branagh interpreta Hamlet. Na famosa tragédia, o príncipe da Dinamarca jura vingança quando o fantasma de sei pai revela ter sido assassinado pelo irmão, o atual rei Claudius, que ambicionava alcançar o trono.

 

A tempestade (The Tempest), de Derek Jarman

(Reino Unido, 1979. 92’) / Exibição em DCP

16 anos

A adaptação de Derek Jarman para aquela que teria sido a última peça escrita por William Shakespeare é uma representação evocativa acerca de colonialismo, vingança e reconciliação. Após ser exilado em uma ilha, Próspero, o antigo duque de Milão, planeja sua vingança contra aqueles que o traíram. Acompanhado pela filha Miranda, pelo espírito Ariel e pelo traiçoeiro Caliban, ele se vale da magia para conjurar uma tempestade e atrair o irmão usurpador e o rei de Nápoles, impondo a eles uma série de provações. 

 

Othello (Othello), de Oliver Parker

(EUA, Reino Unido, 1995. 123’) / Exibição em DCP

14 anos

Oliver Parker estreia na direção com essa adaptação híbrida da tragédia de Shakespeare que combina o texto original com discussões em torno de sexo e violência. Laurence Fishburne interpreta Othello, o general mouro que passa a ser visto como herói após deter uma tentativa de invasão pelo exército turco. Recém-casado com Desdêmona, Othello passa a questionar a fidelidade da esposa devido às intrigas do manipulador Iago.

 

Rei Lear (King Lear), de Peter Brook

(Dinamarca, Reino Unido, 1970. 137’) / Exibição em DCP

14 anos

Após montar a clássica tragédia de Shakespeare para o teatro, Peter Brook dirige sua própria adaptação de Rei Lear para o cinema. No filme, Lear, o já idoso rei da Grã-Bretanha, decide repartir as terras de seu reino entre as três filhas de acordo com o amor que cada uma lhe declarasse. Ao se negar a adular o pai em troca de seu quinhão, Cordélia, a filha mais nova, é banida do reino. As filhas mais velhas ficam, cada uma, com uma metade do reino e, aos poucos, abusam da confiança de Lear e restringem seus poderes. Fraco e impotente, Lear cede à loucura enquanto seu império desmorona.

 

Macbeth (The Tragedy of Macbeth), de Roman Polanski

(EUA, Reino Unido, 1971. 140’) / Exibição em DCP

16 anos

Roman Polanski apresenta sua própria visão da tragédia de Shakespeare sobre o desejo de poder e suas consequências sanguinárias. Jon Finch interpreta Macbeth, o herói de guerra escocês cuja ambição desmedida desencadeia um ciclo de violência. Induzido pela profecia das três bruxas, Macbeth é incitado por sua esposa a matar o Rei Duncan e assumir o trono. Filmado no acidentado Norte de Gales, Polanski usou a paisagem para acentuar os elementos visuais da peça de Shakespeare.

 

Ricardo III (Richard III), de Richard Loncraine

(EUA, Reino Unido, 1995. 104’) / Exibição em DCP

16 anos

A história de Shakespeare sobre traiçoeiro usurpador do trono ganha novos contornos nessa versão em que o personagem principal é retratado como um ditador fascista do século XX. O filme se passa na década de 1930, quando uma guerra civil eclode no Reino Unido, colocando a Casa de Lancaster contra a Casa de York. O Duque de Gloucester, Ricardo III, está determinado a vencer a guerra e instaurar uma monarquia absolutista. Adaptado da aclamada montagem de Richard Eyre para o teatro, o roteiro do longa foi escrito pelo diretor Richard Loncraine junto a Ian McKellen, que também protagoniza o filme.

 

Romeu e Julieta (Romeo and Juliet), de Franco Zeffirelli

(Itália, Reino Unido, 1968. 138’) / Exibição em DCP

14 anos

Franco Zeffirelli dirige esta adaptação da tragédia romântica de Shakespeare rompendo com a tradição e escolhendo como protagonistas os jovens atores Leonard Whiting, 17 anos, e Olivia Hussey, 15 anos. Narrado por Laurence Olivier e gravado na Toscana e em Siena, em busca do autêntico toque renascentista italiano, essa co-produção Ítalo-Britânica ainda apresenta a famosa trilha-sonora, escrita por Nino Rota (que em seguida compôs para o clássico O Poderoso Chefão), que enfatiza o desenlace fatal e romantizado desses dois jovens amantes. O filme foi o vencedor do Oscar nas categorias Melhor fotografia e Melhor Figurino no ano de 1969.

 

César deve morrer (Cesare deve morire), de Paolo e Vittorio Taviani

(Itália, 2012. 77’) / Exibição em 35mm

14 anos

Dirigido pelos irmãos Paolo Taviani e Vittorio Taviani, César deve morrer acompanha a encenação da peça "Júlio César"de William Shakespeare por prisioneiros de Rebibbia, presídio de segurança máxima nos arredores de Roma.

Os cineastas, que acompanharam por seis meses a preparação para a montagem, contam: “Nos deram liberdade para filmar em todos os lugares – nos corredores, nas escadas, nos cubículos, no pátio, nas celas, na biblioteca. Optamos por imagens fortes e violentas em preto e branco. No final, elas ganham cores mágicas no palco. Para a música, como sempre, nós começamos enviando o roteiro para os músicos. Um dia eles foram ao presídio, durante as filmagens. Foram num dia em que o trabalho seguia bem, suave, todos os presos cheios de energia, concentrados. Mas, ainda assim, os músicos puderam ver as sombras do passado nos rostos e nos olhos dos prisioneiros. A partir daquele dia tomaram uma decisão: a música deveria ser esparsa, mas muito poderosa. Poucos instrumentos: o saxofone com sua doce melancolia; o oboé carregado de presságios. Sons ríspidos, crus, primitivos. Por fim, uma orquestra com instrumentos elétricos e sintetizadores”.

 

Trono manchado de sangue (Kumonosu-jō), de Akira Kurosawa

(Japão, 1957. 111’) / Exibição em cópia digital (blu-ray)

14 anos

No Japão do século XVI, os samurais Washizu e Miki encontram uma misteriosa senhora na volta para casa, após vencerem uma batalha. Ela prevê que Washizu será o Senhor do Castelo do Norte. Esse é o início de uma sangrenta luta pelo poder. Dirigido por Akira Kurosawa, Trono manchado de sangue transpõe a tragédia Macbeth, de William Shakespeare, para o Período Sengoku do Japão feudal.

 

Rei Lear (Korol Lir), de Grigori Kozintsev 

(URSS, 1971. 130’) / Exibição em cópia digital

14 anos

Rei Lear é o último longa-metragem do aclamado escritor, teórico, diretor de teatro e cinema Grigori Kozintsev. Baseado na tradução do poeta e romancista Boris Pasternak para a tragédia homônima de William Shakespeare e com música composta por Dmitri Shostakovich, o filme abre mão de cenários elaborados ou efeitos especiais para contar a história de Lear que, decidido a afastar-se do governo, resolve dividir seu reino entre as filhas Goneril, Regan e Cordélia. Em troca, pede às filhas declarações públicas de afeto. Exasperado diante do posicionamento de Cordélia – sua preferida – e das traições cometidas pelas outras, Lear vê seu mundo ruir, enquanto, gradativamente, perde a sanidade. 

 

Garotos de programa (My Own Private Idaho), de Gus Van Sant

(EUA, 1991. 104’) / Exibição em DCP

18 anos

Dois garotos de programa ganham a vida nas ruas. Mike é um rapaz sensível e narcoléptico, atormentado por um tenso passado familiar. Scott, seu melhor amigo e objeto de desejo, é o filho do prefeito de Portland e está em permanente conflito com sua condição privilegiada. Adaptação híbrida, o filme de Gus van Sant usa elementos do romance City of Night, de John Rechy, e das peças Henrique IVp.1, Henrique IV p.2 e Henrique V, de Shakespeare.

 

Dos 13 filmes exibidos, 9 fazem parte do programa Shakespeare Lives on Film.

 

A BFI é a principal organização de filmes no Reino Unido com a ambição de criar um meio cinematográfico promissor no qual inovação, oportunidade e criatividade podem prosperar.

 

O British Council é a organização internacional para oportunidades em relações culturais e educacionais do Reino Unido. Cria oportunidades internacionais para as pessoas do Reino Unido e de outros países e geram confiança entre eles no mundo todo. O departamento de filmes do British Council conecta os filmes do Reino Unido e os produtores a novas audiências internacionais, desenhando o perfil da inovação, da diversidade e da excelência dos filmes britânicos pelo mundo e encontrando oportunidades para trocas criativas. Para mais informações, acesse www.britishcouncil.org/film

 

Shalespeare Lives é um programa global para 2016 que celebra a obra de Shakespeare e sua influência na cultura, na educação e na sociedade no aniversário de 400 anos de sua morte e é possível graças ao número de parcerias e colaborações entre o British Council, os parceiros da campanha GREAT Britain e organizações como BBC, BFI, National Theatre, Royal Shakespeare Company, o consórcio Shakespeare 400, Shakespeare Birthplace Trust e Shakespeare’s Globe. Para mais informações, acesse www.shakespearelives.org

 

 

INGRESSOS

R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)

Disponíveis também em www.ingresso.com

Disponibilidade de ingressos sujeita à lotação da sala.

 

O CINEMA DO IMS NÃO ABRE ÀS SEGUNDAS-FEIRAS

 

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Sobre o British Council

O British Council é a organização internacional sem fins lucrativos do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e criar laços de confiança por meio do intercâmbio de conhecimento e de ideias entre pessoas ao redor do mundo. A organização está presente em mais de 100 países e trabalha com parceiros como os governos em diversas instâncias, organizações não-governamentais e iniciativa privada, em ações relacionadas à promoção da língua inglesa, cultura, artes, educação e programas sociais. www.britishcouncil.org.br