A qualidade e a excelência na Educação Superior são debatidas na UFRGS - Foto Gustavo Diehl
A qualidade e a excelência na Educação Superior são debatidas na UFRGS ©

Gustavo Diehl

Em 5 de novembro de 2014, o British Council e o Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizaram um Seminário British Council de Educação (Global Education Dialogues) com o tema "Qualidade e Excelência na Educação Superior”. O evento contou com a presença de pró-reitores de pesquisa e pós-graduação, presidentes de comissões de avaliação institucional, agências e universidades do Brasil e do Reino Unido, que debateram sobre os aspectos e as tendências da educação internacional no Brasil e no mundo.

A UFRGS tem apresentado uma política forte e concreta em termos de internacionalização acadêmica, reconhecida tanto pelo Ministério da Educação como por organismos de outros países. Sediar este encontro, promovido pelo British Council, sobre qualidade e excelência na educação superior no Brasil é uma das consequências desse movimento. Ressaltando a importância da oportunidade de fazer uma discussão estratégica sobre a questão da avaliação nacional e internacional, acreditação e rankings, o reitor Carlos Alexandre Netto abriu o evento na Sala II do Salão de Atos da Reitoria.

Integrando a mesa de abertura, Paulo Speller, secretário de ensino superior do Ministério da Educação do Brasil, lembrou que o Brasil tem se empenhado nos últimos anos, de maneira muito decidida, na internacionalização da sua educação superior e citou como exemplo o programa Ciência sem Fronteiras. Comentou que o programa tem um contingente muito expressivo de estudantes e pesquisadores brasileiros no Reino Unido e que “estamos prestes, neste final de ano, a atingir a meta de 101 mil mobilidades na graduação, na pós-graduação e na pesquisa”.

A qualidade e a excelência na Educação Superior são debatidas na UFRGS - Foto Gustavo Diehl
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Foto Gustavo Diehl / UFRGS

Com a presença de representantes das principais agências britânicas e brasileiras, o encontro também discutiu o impacto da internacionalização na avaliação de qualidade nas instituições e a força dos rankings globais para as instituições e para a sociedade. Em sua manifestação, Wasim Mir, ministro conselheiro da Embaixada Britânica em Brasília, destacou o notável crescimento de parcerias entre o Reino Unido e o Brasil em termos de educação superior. “Reconhecemos que o Brasil, nos últimos anos, deu grandes passos no sentido da internacionalização de suas universidades, o que também beneficia a sua sociedade, porque o intercâmbio de milhares de estudantes e pesquisadores com instituições do exterior inevitavelmente muda a maneira de ver o mundo e de atuar na sua própria comunidade”, esclareceu. Mir salientou, também, que o Reino Unido é o segundo destino mais procurado pelos participantes do Ciência sem Fronteiras, só superado pelos Estados Unidos, com 10 mil jovens.

O reitor UFRGS explicou que, às vezes, no que tange à internacionalização, há certa confusão entre a parte e o todo. “Não podemos reduzir a internacionalização à mobilidade acadêmica, que é parte importante, mas não o todo. A internacionalização exige a verdadeira parceria estratégica entre as instituições e esta se dá através de projetos conjuntos, sejam de pesquisa ou de intervenção sobre a realidade, sejam cursos compartilhados.” Concluiu dizendo que é através desse compartilhamento de ações, “que vai muito além da mobilidade que dele faz parte, que se produz a internacionalização real, com efeitos tangíveis, e a que queremos para a nossa universidade”.