Estude no Reino Unido

Voltar com maturidade, ideias inovadoras e muita vontade de fazer diferente pode até parecer clichê, mas não deixa de ser a realidade de quem conclui um mestrado ou uma especialização no exterior. Os motivos para ir podem ser diversos, mas os fatores que pesam na escolha por uma experiência internacional já são conhecidos: aprimorar o currículo, somar às teorias um aprendizado na prática, virar especialista em uma área específica, buscar conhecimentos e atualização, aumentar significativamente o salário ou as oportunidades na carreira. 

Liberdade para estudar e trabalhar

As mudanças em atitudes e comportamentos que influenciam a postura profissional já são sentidas durante o período na universidade. “A diferença mais marcante é que no Reino Unido você estuda muito por conta própria”, contou a paulista Karen Tanaka, que optou por fazer um mestrado em Marketing Communications na University of Greenwich, anos após ter se aprimorado na língua inglesa em Brighton. “Eu tinha aulas presenciais duas, três vezes por semana. No restante do tempo passávamos pesquisando, fazendo trabalhos em grupo e pesquisas de campo. O último trimestre foi praticamente todo dedicado à dissertação.” As aulas eram uma mistura de palestras e prática, com apresentações e discussões. “Essa metodologia me deu mais liberdade para me concentrar no que me interessava, e a independência de estudar por conta própria me permitiu conciliar uma experiência de trabalho ao mesmo tempo, que foi bem valiosa”, recordou Karen. O investimento valeu, já que depois de formada a publicitária assumiu vários cargos de gestão no Kaplan International College, em Londres.  

Visão ampliada pelo debate com estrangeiros

Foi a busca por uma especialização que motivou Henrique Pereira, então recém-formado em relações internacionais na PUC de Minas, a investir em um mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento na London School of Economics (LSE). “Tinha 24 anos, uma mala, um quartinho, sete vizinhos de várias partes do mundo e passei a negociar as pequenas e grandes coisas, vivi um amadurecimento express”, relembrou Henrique. Ele lembra também do estudo. O nível dos debates e da exigência na LSE era alto e ele aprendeu muito com colegas que já eram profissionais com vivência na área. “Eles confrontaram minhas verdades e, de certa forma, eu também os fiz questionar as deles. Essas discussões me instigaram a prestar mais atenção a tudo em volta e a enxergar as oportunidades de mercado com outros olhos”, comentou o sócio-fundador da Way Carbon, empresa que criou em Belo Horizonte na volta da Inglaterra e que já completou mais de uma década dedicada a tecnologia e serviços para o desempenho sustentável de outras corporações. Além disso, Henrique é consultor de projetos internacionais na área de mudança de clima, energia e sustentabilidade em países da África e da Europa. Alguns deles vieram por meio do networking da época do mestrado. 

Confiança para empreender

Fazer a ponte entre estudantes, pesquisadores, universidade e áreas de estudos foi a habilidade que transformou Flávia Pires Rodrigues em coach especializada na área acadêmica e de negócios. Depois de várias estadias acadêmicas no Reino Unido, ela – que se considerava uma garota tímida e insegura do interior paulista – ganhou confiança, criou laços profundos e teve tanto reconhecimento por sua atuação que hoje é pesquisadora na Universidade Paulista (UNIP) e na University of Birmingham, como Visiting Fellow. “No início, as interações eram mais lentas, pela diferença de língua e cultura, mas tudo o que eu alcancei por conta da minha dedicação ultrapassou em muito as minhas expectativas”, explicou Flávia. Vários professores contribuíram para esse progresso. Aos poucos, ela ganhou o respeito de pessoas que eram na época os seus ídolos e que hoje são seus amigos pessoais e companheiros de pesquisa. Flávia divide seu tempo entre projetos que contribuem para o desenvolvimento de produtos da área de biomateriais e sua empresa, a Confidence – que oferece aconselhamento, mentoria e coaching sobre estratégias para acadêmicos e executivos. “Foi no Reino Unido que entendi que meu esforço, minha determinação e a vontade de superar obstáculos poderiam inspirar outras pessoas. Se eu consegui, outros estudantes também podem.”

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