Três especialistas da área de recursos humanos contam como a educação internacional acrescenta aos indivíduos as competências mais almejadas pelo mercado.

As chances de entrar no mercado globalizado, nas multinacionais e até no mundo dos empreendedores dependem cada vez mais de competências interculturais e do conhecimento de idiomas. “Em empresas com operação internacional, a fluência na língua inglesa é imprescindível. Conhecer e saber se comunicar bem em inglês diferencia o profissional dos demais em um processo seletivo”, nota Priscila Troitino, diretora executiva da Fundamenta RH. “De maneira geral, o mercado busca quem demonstre adaptabilidade, flexibilidade, senso de urgência, visão de “dono” do negócio. Ter sido exposto a situações que o permitem criar essas habilidades durante uma temporada de estudos fora do país pode influir em uma contratação”, diz ela.

Quem sai do país para estudar, precisa se virar para e enfrentar os desafios da vida longe de casa e volta mais forte. Mariana Villalva, diretora de Leadership Advisory da EXEC, explica que a resiliência e a capacidade de adaptação são características muito valorizadas nas empresas, pois permitem que se lide com as mudanças com mais rapidez e facilidade. “Quem mora fora sabe que as mudanças são naturais e que é possível se adaptar, e por isso costuma ter uma visão otimista na hora em que elas acontecem no ambiente de trabalho”, explica Mariana.

Na opinião de Andrea Tissenbaum, consultora em educação e carreira internacionais e autora do Blog da Tissen, o momento mais propício da carreira para conseguir uma vaga interessante é quando a pessoa já terminou sua graduação, tem alguma experiência de trabalho e aproveita seus estudos no exterior para se aprofundar em um tema. “Quem faz uma pós-graduação fora do Brasil tem boas chances de encontrar um lugar no mercado, especialmente se for um aluno que se destaque durante o curso.” No exterior, as empresas costumam procurar as universidades em busca dos melhores alunos. Mas Tissen tem algumas recomendações importantes:

  • Escolha programas e universidades que estejam de acordo com seu perfil pessoal, acadêmico e financeiro. A universidade X pode ser a melhor do mundo nos rankings, mas talvez não seja a ideal para você.
  • Avalie bem a cidade em que pretende estudar. Quem gosta de viver em metrópoles terá dificuldade de morar em lugares muito pequenos ou distantes dos grandes centros.
  • Formar-se como um bom profissional vai além do curso. Aproveite para viajar, visitar museus, apurar seus sentidos e sua bagagem cultural. Neste caso, o Reino Unido é o local ideal: a poucas horas de trem ou avião, o estudante tem a possibilidade de conhecer cidades incríveis, como Paris, Lisboa, Madri ou Berlim!
  • Para os cursos em que o visto permite 20 horas de trabalho, saia em busca de vagas, bolsas de estudo e estágios. Mas seja persistente. Não tenha medo de tentar e ser rejeitado, isso faz parte do processo.

Especialista no assunto, Tissen diz que várias pesquisas internacionais comprovam que a empregabilidade de quem volta de um mestrado ou MBA no exterior aumenta.

Segundo entrevistas da Oxford Economics e da consultoria Towers and Watson com mais de 350 profissionais de RH, atualmente são demandadas habilidades como: administrar equipes diversas; entender de mercados internacionais; capacidade de trabalhar em múltiplos locais no exterior; domínio de línguas estrangeiras e sensibilidade cultural. Tudo isso pode ser desenvolvido em uma vivência fora do país. 

Já o The Erasmus Impact Study ressaltou que quem faz cursos no exterior tem mais chances de ocupar cargos gerenciais e menos risco de ficar desempregado por longos períodos. Também pesquisou a opinião dos empregadores:

  • 96% deles está de olho em características como curiosidade, capacidade de solucionar problemas, tolerância e confiança.
  • 64% deles acham que uma experiência internacional é importante.
  • 64% deles falam que candidatos e profissionais com um background internacional recebem, na empresa, mais responsabilidades do que os outros. 

Toda esta valorização comprova que vale a pena investir em estudos no Reino Unido. Não espere, inscreva-se na UK Universities Fair 2017 e vá pessoalmente conferir as oportunidades oferecidas por dezenas de instituições. 

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