Date
Sábado, 12 de Agosto de 2017 até Domingo, 03 de Dezembro de 2017
Local
Sorocaba, SP

Em sua segunda edição, o Frestas – Trienal de Artes reúne mais de 150 obras, de 60 artistas selecionados de 13 países e diferentes gerações, que apresentam um grande painel da arte contemporânea atual. 

Com o tema “Entre Pós-Verdades e Acontecimentos” e curadoria de Daniela Labra, a Trienal questiona as ambiguidades formais e conceituais presentes nas artes e as duvidosas verdades dos discursos midiáticos cotidianos. Além da exposição, em uma área de 2.300 metros quadrados no Sesc Sorocaba, Frestas terá instalações em prédios históricos, comércios e espaços públicos da cidade de Sorocaba, a 90 km da capital paulista. 

Visitação: de terça a sexta, das 9h às 21h30 e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30. Informações no site: www.sescsp.org.br/frestas

Participação britânica

Com o apoio do British Council, o Frestas conta com a participação de duas artistas britânicas em sua programação. Conheça:

Susan Hiller

A partir do legado histórico do minimalismo e da arte conceitual, Susan Hiller frequentemente utiliza estratégias de inventário, tradução e arqueologia para tratar de cultura e invisibilidade. Suas obras reúnem uma variedade de mídias, como instalação, vídeo e fotografia. Em Frestas, apresenta a série The Last Silent Movie [O último filme mudo] (2007-2008), composta de um filme e 24 gravuras sobre línguas que estão prestes a serem extintas por completo, uma vez que não são mais faladas. A artista oferece, assim, a possibilidade de decifrar parte de uma comunidade cultural por meio de discursos orais, muitas vezes proferidos pelos últimos sujeitos fluentes nesses idiomas.

Daria Martin 

Os filmes oníricos e sinestésicos de Daria Martin tornam sensações corporais e percepções inconscientes quase palpáveis. Trabalhando com coreógrafos, músicos e atores, a artista aponta para a convergência e a continuidade entre diferentes disciplinas artísticas e convoca diferentes sentidos do espectador. Ao privilegiar o formato de películas de 16 mm, suas obras muitas vezes evocam os ideais utópicos e a estética das vanguardas modernistas. A artificialidade e a teatralidade das situações encenadas, no entanto, induzem uma reflexão sobre o filme como potencial máquina para fabricar fantasias, sonhos e ilusões. Em In the Palace [No palácio], a escultura Le Palais à 4 heures du matin [O palácio às 4 horas da manhã], realizada por Alberto Giacometti em 1932, é reconstruída em escala humana para tornar-se um cenário habitado. Nele, bailarinos fazem coreografias inspirados na história da dança moderna, do Ballets Russes e Oskar Schlemmer à companhia de Martha Graham. A experiência desses intérpretes parece estar suspensa no tempo: seus corpos presos em um espaço hipnótico e imaginário, como peças giratórias no interior de uma estranha caixa de música.