Gabriela Ramos Leal, Mestre e Doutora em Clínica e Reprodução Animal pela Universidade Federal Fluminense e docente da Universidade Castelo Branco (UCB) na área de embriologia veterinária, é a grande vencedora do FameLab Brasil 2020. Gabriela representará o Brasil na final do FameLab International, competindo com representantes de outros 9 países.

 Veja a apresentação de Gabriela Leal:

A etapa final da 4 ª edição da FameLab Brasil 2020 foi transmitida pela primeira vez em rede nacional, pela TV Cultura, com apresentação do jornalista Marcelo Tas. Veja a gravação completa do FameLab Brasil 2020.

Para se classificar e participar do evento, pesquisadores nas áreas de Ciências da Vida ou Ciências Exatas, Tecnológicas e Engenharias produziram um vídeo de três minutos, sem edição e nenhum apoio de dispositivo eletrônico, para apresentar um conceito científico ou tecnológico e mostrar seu impacto no cotidiano.

A experiência desta edição

De acordo com Ronaldo Christofoletti, biólogo do Instituto do Mar da Unifesp, especialista em comunicação científica e treinador do FameLab Brasil, a iniciativa tem uma importância em “dose dupla”.

“É uma plataforma que coloca pesquisadores e sociedade em comunicação. Possibilita que os cientistas desenvolvam suas habilidades de falar a ciência de uma forma mais acessível e permite que a sociedade conheça essa ciência que é feita no nosso país e que influencia nossa vida todos os dias.” - Ronaldo Christofoletti, treinador do FameLab Brasil

Dos 118 inscritos nesta 4ª edição, 30 foram selecionados para a semifinal e receberam um treinamento em comunicação científica ministrado por Christofoletti e a treinadora britânica Wendy Sadler, antes de se apresentarem diante de um comitê avaliador e convidados. Em seguida, os 10 melhores trabalhos disputarão a final e oportunidade de representar o país na FameLab internacional.

Os assuntos abordados pelos participantes nas apresentações foram os mais diversos dentro das áreas de conhecimento. Entre eles, estão microbiologia das bactérias; uso de cavalos e melhoramento genético animal para vacinas; física de fluídos; cultura caiçara do Nordeste sobre o movimento da água do oceano e a poluição; e polinização de abelhas.  

O treinamento trabalhou conceitos básicos de comunicação, como conhecer a audiência, planejar e estruturar o roteiro da apresentação e como trabalhar a clareza do conteúdo científico em palavras fáceis e com o uso do corpo e da voz. Além disso, buscou ajudar os pesquisadores a reconhecerem as suas habilidades e características para falar de forma acessível e desenvolvê-las. Christofoletti explica:

“Não existe um formato único de se comunicar. É muito a lógica do quem sou eu, quais são as minhas habilidades, qual o meu estilo, o treinamento trabalha muito com isso. E, inclusive, treinando a parte do nervosismo.”

Além de desenvolver habilidade de comunicação, outro desafio enfrentado pelos candidatos foi ter que entender o formato remoto diante da pandemia do novo coronavírus. “Lidar com essa nova formatação online exigiu tanto de nós treinadores quanto dos participantes. Você pode se movimentar muito menos, tem um enquadramento fechado, tem uma série de abordagens que são muito mais delicadas no mundo online”, destaca.

Embora seja uma competição, o FameLab é um processo que gratifica todos os participantes com uma experiência completa que une o desenvolvimento de novas habilidades por meio dos treinamentos e networking para oportunidades de negócios futuras por meio de uma programação que estimula a troca com pesquisadores do Brasil e do mundo.