O Biennials Connect Grants apoia a participação de artistas visuais em festivais e bienais no Reino Unido e em outros países. O programa beneficia diretamente os artistas ao viabilizar oportunidades de mobilidade internacional, produção de novas obras, networking, desenvolvimento de competências e visibilidade por meio de parcerias com bienais e festivais.

Conheça os projetos selecionados do Biennials Connect Grants 2025–26

Em agosto de 2025, convidamos festivais e bienais de artes visuais a apresentarem propostas de projetos de colaboração intercultural, com foco na promoção de artistas contemporâneos, para integrar o programa Biennials Connect.

Ao todo, 11 projetos de destaque foram selecionados e receberam financiamento, possibilitando a participação de mais de 20 artistas visuais em uma ampla variedade de bienais e festivais no Reino Unido e internacionalmente.

A seguir, saiba mais sobre alguns dos projetos contemplados na edição 2025–26 do Biennials Connect Grants, em parceria com organizações brasileiras. 

 

O Edinburgh Art Festival (EAF) colaborará com artistas brasileiros e parceiros em São Paulo e no Rio de Janeiro — incluindo a Pinacoteca, a Casa do Povo e a Bienal de São Paulo — para a criação de uma nova obra comissionada, que será apresentada pela primeira vez no EAF 2026.

A obra, desenvolvida de forma colaborativa, retornará ao Brasil, ampliando o debate sobre justiça climática, engajamento social e intercâmbio cultural recíproco.

O coletivo RESOLVE liderará um projeto de arte pública intitulado Naturalezas Delirantes, como parte da Bienal Afrodiaspórica. A Bienal Afrodiaspórica é uma nova plataforma dedicada a dar visibilidade às linguagens estéticas contemporâneas da diáspora africana, organizada pelos parceiros BlackGround (Colômbia), Museu de Arte do Rio (Brasil), Osikán (Cuba) e Conciencia Afro (Espanha/Colômbia).

No âmbito do projeto, o RESOLVE conduzirá um laboratório criativo com artistas e agricultores para investigar e valorizar conhecimentos ecológicos afrodescendentes. A iniciativa prevê a co-criação de instalações artísticas site-specific que contribuam para regenerar ecossistemas impactados historicamente pela indústria da cana-de-açúcar.

O Brasil está representado no programa por meio do Museu de Arte do Rio (MAR), parceiro institucional da Bienal Afrodiaspórica. Além disso, instituições brasileiras como a Pinacoteca, a Casa do Povo e a Bienal de São Paulo participam de colaborações com o Edinburgh Art Festival, ampliando a presença do país em iniciativas internacionais de arte contemporânea.

Essa participação reforça o papel do Brasil nas redes globais de colaboração artística e no fortalecimento de iniciativas que promovem diversidade cultural, intercâmbio internacional e novas perspectivas sobre práticas artísticas contemporâneas.