Quatro organizações de Pride do Reino Unido — Pride in London, Oban Pride, Pride Cymru e Belfast Pride Festival — participaram da maior Parada LGBT+ do mundo em São Paulo, como parte do Ano Cultural Brasil/Reino Unido 2025-26 e cumpriram uma extensa agenda que foi além do evento.
Durante quatro dias, a delegação britânica mergulhou na vida comunitária da cidade. Eles participaram do 7º Encontro Brasileiro de Organizações de Orgulho LGBT+, reunindo cerca de 90 entidades de todo o país, e visitaram projetos sociais de referência como Casa 1, Casa Florescer e EternamenteSOU, que oferecem acolhimento, moradia e apoio a pessoas LGBTQIA+.
A programação incluiu também uma visita ao Museu da Diversidade Sexual de São Paulo, apresentações na Feira da Diversidade Cultural LGBT+, onde performers britânicos subiram ao palco, e presença no Festival de Curtas Diversa, que exibiu filmes de curta-metragem LGBTQIA+ de cineastas britânicos em parceria internacional — parte do programa More Films For Freedom do British Council.
Essas experiências mostraram a força da mobilização brasileira e abriram espaço para trocas sobre desafios comuns, como visibilidade em comunidades pequenas, envelhecimento da população LGBT+ e inclusão de pessoas trans e não binárias.
Vozes da experiência
Dr Bev, Cardiff, Wales “Foi um prazer ver no Brasil tantas iniciativas que tentamos ecoar no Reino Unido. Há muito a aprender sobre como tratar melhor nossos idosos LGBT+, nossos jovens e, certamente, pessoas trans e não binárias. Visitar projetos tão inspiradores estabelece um padrão que o mundo inteiro poderia seguir.”
Rhys’ Pieces, Pride in London “A comunidade LGBT+ no Brasil é incrivelmente inspiradora. É impressionante ver como diferentes organizações lutam pelas necessidades da comunidade, a paixão de quem trabalha e a resiliência de quem utiliza esses serviços.”
Marcos Gold, Pride in London “O que mais me tocou foram os rostos — pessoas de todas as idades, algumas com cartazes, outras apenas caminhando ao sol. Sentia-se o peso de trinta anos de história.”
Kevin Kane, Oban Pride “Em comunidades pequenas, a visibilidade é vital. Ser visto como gay, queer ou trans pode mudar vidas. O impacto é desproporcional ao tamanho do evento: simplesmente estar presente tem um valor imenso.”
Dan Walsh, Pride Cymru “Foi ótimo conhecer pessoas de todo o Brasil e perceber que, apesar das diferenças, temos muito em comum. Mesmo a mais de 9.000 km de casa, sentimos que fazemos parte de um mesmo mundo.”
Gráinne Gibson, Belfast Pride Festival “Vivemos em uma comunidade onde atitudes políticas e sociais podem aprofundar conflitos. Por isso, oportunidades de conexão com organizadores de Pride ao redor do mundo são tão valiosas. Compartilhar experiências nos fortalece diante de desafios comuns.”