O que significa, para vocês, apresentar o FameLab Brasil?

A gente fica contente de verdade porque é o reconhecimento de que nosso trabalho tem uma importância na divulgação científica no Brasil. E ao mesmo tempo estamos felizes porque percebemos que o trabalho do FameLab está fazendo diferença na prática, fazendo com que os cientistas se interessem mais pela divulgação do seu trabalho. Do ano passado para cá, a gente percebe que as pessoas estão mais preparadas, do ponto de vista da comunicação. Outra coisa incrível do FameLab é que ele quebra essa tradição sisuda que afasta as pessoas da ciência.

Na opinião de vocês, qual a importância de um evento como este num país com o Brasil?

As pesquisas mostram que o brasileiro gosta de ciência, mas na verdade ele gosta das soluções que ela traz, e não de trabalhar com ciência. E é isso que precisamos estimular. Que as crianças queiram trabalhar com ciência. Mostrar que o cientista não é aquele cara descabelado e de óculos, mas pode ser aquela menina legal que está se apresentando num palco.

O que imaginam ser a principal característica de um representante brasileiro no FameLab internacional?

Ele tem de saber traduzir perfeitamente o que está fazendo para uma linguagem que pessoas que não são da área dele consigam entender. E, ao mesmo tempo, não pode ser raso, sua apresentação tem de ter profundidade, do ponto de vista científico. Em nossa opinião, esse é o maior desafio.

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