O Ano Cultural Brasil/Reino Unido destaca a trajetória inspiradora da bailarina brasileira Mayara Magri, que sobe ao palco do Royal Opera House, em Londres, para interpretar o papel principal em Giselle, uma das obras mais emblemáticas do balé clássico.
Nascida no Rio de Janeiro em 1994, Mayara começou sua jornada ainda criança, quando conquistou uma bolsa para estudar na Petite Danse, na Tijuca, apoiada por um projeto social. Desde então, sua dedicação e talento a levaram a vencer competições internacionais como o Youth America Grand Prix e o Prix de Lausanne, abrindo caminho para sua formação na Royal Ballet School. Em 2012, ela ingressou na companhia e, após uma ascensão marcada por conquistas, foi promovida a Primeira Bailarina em 2021 — tornando-se a segunda brasileira a ocupar esse posto no Royal Ballet.
No dia 28 de fevereiro de 2026, Mayara estreia como Giselle, contracenando com o principal Matthew Ball no papel de Albrecht. A apresentação marca não apenas um momento histórico para sua carreira, mas também uma celebração da presença brasileira em uma das companhias de dança mais prestigiadas do mundo.
Além da técnica impecável – ela é especialista em movimentos desafiadores como o fouetté – Mayara leva consigo uma história de fé e perseverança. Antes de cada espetáculo, ela mantém um ritual pessoal: um alfinete preso ao collant com medalhinhas de santos, abençoadas no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. É um símbolo de proteção e força que a acompanha desde o início de sua trajetória.
Sua história é também a de uma família simples, que acreditou no sonho da filha e a apoiou em cada passo. Hoje, Mayara representa o Brasil nos palcos internacionais, mostrando que talento, disciplina e paixão podem transformar vidas e inspirar gerações.